Prefeito de Camanducaia segue o de Pouso Alegre, fecha Monte Verde e espanta turistas com truculência da vigilância sanitária

Avenida Monte Verde. Foto cedida pela Assimptur Assessoria de Imprensa

Na semana que antecede o feriado de aniversário da cidade de São Paulo, 25 de janeiro, e o da cidade de Santos, no próximo dia 26 de janeiro, o atual prefeito eleito de Camanducaia, Rodrigo Alves de Oliveira, MDB, conhecido como Rodrigão, deu entrevista à rádio Rádio América junto com seu vice, Dr. Mazinho, e seguindo os dados do crescimento de casos na região sul de Minas Gerais da Covid-19, decretou fechamento total do comércio em Monte Verde e do trânsito livre de pessoas em Camanducaia desde o meio dia de segunda feira, dia 18 de janeiro.

Segundo o decreto, é permitido apenas os serviços básicos (saúde, mercados, coleta de lixo, postos de gasolina, por exemplo), restringindo que as pessoas saiam da cidade, exceto profissionais ligados à saúde ou que necessitem trabalhar em outras cidades ou mesmo trabalhem em Camanducaia.

Empresários apoiariam fechamento, mas não concordam com truculência e falta de respeito com o turista

O decreto estabelecido pelo prefeito tem validade de início oficialmente desde essa segunda-feira, dia 18 de janeiro, porém, no sábado (16/01) e no domingo (17/01), o distrito de Monte Verde foi visitado de maneira impetuosa pela vigilância sanitária, que deu início a notificação aos empresários locais, adentrando nos estabelecimentos repletos de turistas, fazendo ameaças de autuação e multas perante os clientes.

A partir desse movimento sem planejamento, os turistas sentindo-se coagidos e amedrontados começaram a ir embora da cidade, antecipando as suas saídas. Aqueles que ainda decidiram ficar, encontraram um comércio fechado em pleno domingo, sem nem mesmo restaurantes abertos.

Turistas se revoltam com posicionamento da prefeitura de Camanducaia (Monte Verde)

Turistas ouvidos pelos empresários reclamaram da falta total de sensibilidade da ação municipal, fazendo um decreto e não respeitando quem ali já estava e não dando nem mesmo o tempo necessários para usufruir dos valores investidos no destino, como pagamento de diárias em hotéis e pousadas.

Júnior Machado, de Limeira, interior de São Paulo, afirmou que vai demorar para regressar a cidade. “Fui tratado como lixo”. Beatriz de Carvalho, de São José dos Campos, disse que teria de comer em qualquer lugar na estrada, pois viajou com seus dois filhos de 4 e 7 anos, e afirmou que a prefeitura faltou com respeito as pessoas que movimentam o turismo local e que fará propaganda contra Monte Verde. “Não deram tempo nem da gente arrumar as malas. Isso é o fim do mundo!”.

Como se trata de um período de férias, as pousadas e hotéis do distrito de Monte Verde estavam com ocupação média de 55%, uma vez que a lei atual permitia o funcionamento de até 80% de ocupação. Na manhã de domingo, houve manifestação de empresários, comerciantes e prestadores de serviços com panelaços, gritos de ordem por democracia e principalmente clamando pelo respeito ao turista. O clima na região foi de total repúdio pela atuação da vigilância sanitária nas principais ruas de Monte Verde.

Preocupado com os números de infectados (até essa data), liderados pelo prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (DEM), a maioria das cidades da região do denominado Circuito Serras Verdes, apoiou a iniciativa do gestor e resolveu fechar as cidades, porém Camanducaia não deu tempo dos empresários se organizarem.

Restaurantes fizeram compras, pousadas e hotéis se prepararam para a demanda de hóspedes, prestadores de serviços de turismo estavam aguardando um movimento maior em função da próxima semana, que iria ampliar a oferta de turistas no distrito. Embora o momento seja crítico em relação a pandemia, é necessário planejamento de etapas e sobretudo comunicação aos envolvidos.

Estima-se que a perda irá girar em torno de R$ 8,5 milhões de reais em faturamento, além das perdas futuras que “queimaram” o destino com as ações truculentas realizadas em frente ao mais importante valor da cidade, os turistas.

“Não é hora de termos contato social. A gente sempre seguiu a linha do bom senso. Precisamos da colaboração das pessoas para conter o crescimento que estamos tendo semanalmente dos casos do Covid-19. Há pessoas de fora que vem e não respeitam nada, nem comerciantes e nem moradores de Camanducaia, mas não podemos achar que o turista é o nosso inimigo. O turista não é o nosso inimigo. Ele movimenta o comércio da cidade, traz dinheiro para as pousadas, hotéis, restaurantes, para as lojas e não podemos fazer uma cruzada contra ele. O anúncio de fechamento sem planejamento criou um mal-estar terrível nos turistas. Os visitantes se sentiram abandonados e muitos deles reclamam de como foram tratados. Amanhecer de sábado para domingo com a cidade fechada, com os restaurantes sendo obrigados a baixar as portas, com atuação truculenta da vigilância sanitária, isso marcará definitivamente uma imagem negativa no turismo de Monte Verde. O turista na grande maioria das vezes é educado, segue as normas de distanciamento, utiliza as máscaras, faz uso constante do álcool em gel e ainda respeita os profissionais da cidade, essa é opinião da maioria dos empresários do turismo de Monte Verde”, completa o jornalista Cláudio Lacerda Oliva Diretor da Assimptur Assessoria de Imprensa.

O que foi percebido com essa ação, é que o atual prefeito conseguiu tirar Monte Verde do mapa de destinos turísticos por um bom tempo, por total falta de gentileza e planejamento em seu ato.

Patrícia de Campos
Assessoria de Imprensa

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