Cidade de Socorro tem alimentos artesanais, artesanato e muita memória afetiva

19 de março, dia do Artesão: Espaço do Artesanato e ateliês Luka Brasil e Terra e Arte são alguns locais que representam o trabalho dos artesãos da Estância Hidromineral

Ateliè Terra e Arte. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen

Impossível falar da Estância Hidromineral de Socorro – cidade turística localizada no Circuito das Águas Paulista e referência em aventura e ecoturismo – sem imediatamente associá-la ao artesanal. É uma cidade interiorana, acolhedora, onde costumes simples e comida caseira prevalecem. Um destino que faz o turista reviver lembranças, que afagam o coração: das compotas de doces e do artesanato, que lembram casa de vó, até o cheirinho de café coado na hora, que marcou a infância.

Os alimentos artesanais estão muito ligados ao comfort food, que é a“comida de conforto”. Ou seja, que ativa emoções como aconchego e alegria e desperta momentos especiais. São aqueles produzidos do zero, sem pré-misturas ou produtos químicos, em pequenas escalas, com ingredientes naturais e, há quem diga, com muito afeto.

A palavra “artesanal” resgata o sentido de fazer à mão, com tempo e cuidado. Por isso são mais valorizados, com qualidade superior em relação aos industrializados e com maior valor nutritivo agregado. Têm mais identidade.Tudo isso sempre com uma boa história por trás. “A vantagem é que são produtos sem nenhum tipo de conservantes, sempre feitos recentemente e mais saudáveis. E ainda movimentam a economia familiar local”, ressalta Alexandre Coletti, proprietário do Empório Quinhão.

Espaço do Artesanato. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen

Não dá para falar de artesanal, sem falar em artesanato. Aliás, dia 19 de março comemora-se o Dia do Artesão. O lugar que melhor representa Socorro pela variedade é o Espaço do Artesanato, que acaba de completar 9 anos de existência. Nele se concentram os trabalhos de mais de 30 artesãos. “Esses anos representam uma diferença econômica, social e psicológica muito grande. Para muitas artesãs, [o Espaço] é a segunda casa”, conta Luka Fagundes, coordenadora do Espaço do Artesanato. “Elas vão aprendendo a trabalhar com gestão pública, sabendo como pedir, esperar, como se posicionar dentro da comunidade e sociedade e vão criando esta cidadania”, completa.

Além do patchwork, o nhaduti (significa “teia de aranha” em tupi guarani) também é forte da cidade. Como uma renda, a arte resulta em lindos e delicados artigos. À venda estão peças de decoração e acessórios produzidos com muito capricho. São artigos em madeira, cerâmica, tecido, feltro, entalhe, antiguidade, bordado, chinelo e boneca, por exemplo. Mas, sempre tem novidades em peças, matéria-prima e técnicas. No momento, o foco são os materiais descartados que são reaproveitados e transformados em artesanato, como tecido, vidro e óleo.

Já o Ateliê LukaBrasil é especializado na personalização em cerâmica, porcelana e vidro. Oferece azulejos e placas cerâmicas personalizadas, números para residências sob encomenda, painéis pintados em azulejos com logotipos e com imagens religiosas, entre outras. No Ateliê Terra e Arte é possível encontrar lindos utensílios em cerâmica e obras de arte.

Ateliè Terra e Arte. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen
Gastronomia 

Na cidade, vários estabelecimentos colaboram para reavivar a memória afetiva a partir de alimentos e bebidas artesanais.

Quem gosta de charcutaria e linguiças artesanais vai se deliciar no Villa Empório. Os defumados, embutidos e demais itens podem ser consumidos no local, em uma linda e apetitosa tábua de frios ou comprados para serem saboreados em casa. Os produtos – incluindo farofas, sais temperados, pimentas e conservas, cafés tipo exportação, doces desidratados e geléias – com selo de produção artesanal, são produzidos com muita paciência e técnica. Os deliciosos defumados – lombo, copa, barriga suína, presunto, frango, bife de ancho, pastrami, joelho, costela e carne de lata – variam entre R$38 a R$90 o kg. A linguiça de carne selecionada (duroc), frango ou bovina com diversos recheios, custa de R$ 35 a R$ 45 o kg.

Sabores do Currupira, feitos com ingredientes naturais plantados e cultivados no próprio sítio. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen

Os vidros típicos de geleias são puro carinho no pote. Já dá uma sensação boa só de olhar. Algo que remete ao aconchego. Assim são os produtos artesanais da Sabores do Currupira, feitos com ingredientes naturais plantados e cultivados no próprio sítio. São mais de 45 opções de doces, entre eles as geléias de café, que com queijo faz uma combinação inusitada e deliciosa, e a de berinjela, que agrada até quem não gosta do legume. O pote de 300g de ambas custa R$ 13,50. O café também é plantado, torrado e moído de forma artesanal. 100% arábica – o que significa ser um café de altitude, cultivado em terrenos específicos, clima ameno e rico em sabor, acidez e aroma – e com moagem fina, o pacote de 500g é vendido por R$ 15. Esses itens – com registro no Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária e no serviço de inspeção municipal – são vendidos no sítio, onde também são consumidos em um farto café caipira, com mais de 20 itens caseiros.

Rancho Pompéia, focado no resgate das tradições, também serve o café caipira com produtos da propriedade rural e familiar – com registro no Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária e no serviço de inspeção municipal – como doces, geléias, pães, biscoitos e queijo. A boa notícia é que muitos deles podem ser levados para casa, como os queijos – frescal, temperado, apimentado, provolone, nozinho de mussarela, palitinho, palitinho temperado e meia cura, com preços que variam de R$ 15 a R$ 30 a peça. O café, 100% arábica, varia entre bourbon, catuaí amarelo, catuaí vermelho ou tupi e custa R$ 15 meio quilo. Existe a opção de lindas cestas de café da manhã repletas dessas delícias.

Alambique Pioneira, primeiro na cidade a usar a cana in natura dentro da garrafa. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen

Em relação às bebidas, chama a atenção a Cachaça da Cana, feita no Alambique Pioneira, primeiro na cidade a usar a cana in natura dentro da garrafa. A cana é plantada no sítio onde está localizado o alambique. Lá também acontece o corte manual dela, a seleção, depois é lixada e em seguida cortada em palitos e colocada para curtir nos tonéis da cachaça, de produção própria. O produto final ganha pedaços de cana, daí a origem do nome. Para quem for comprar direto com o produtor, a garrafa de 1 litro – devidamente regularizada – custa R$ 25.

Já na cervejaria Quinta do Malte – mais antiga cervejaria artesanal de Socorro – produz uma linha de cervejas e chopes artesanais com uma das melhores águas do país. Além disso, utiliza processos que garantem uma bebida de sabor único e exclusivo, “feita com arte e paixão”, como gostam de enfatizar. No próprio bar, venda de chope, cerveja em garrafa e em growler.

No quesito hambúrguer artesanal, a cidade está bem servida. Na Hamburqueen, os burgers são feitos no local e com carne fresca, sem adição de conservante, nos sabores: angus, costela, costelinha, cupim, filé mignon, picanha e salmão. Para os veganos, também há três sugestões artesanais, como o Nirvana: burger de castanhas com tomate e beterraba, queijo prato vegano, cheddar vegano, salada de broto de alfafa, tomate e alho poró, no pão integral com gergelim (R$ 32,90). A Temple Burguer faz o de frango e bovino. Este último em duas opções: com blend da casa e o de costela. O “queridinho” dos clientes é o Gaúcho – com hambúrguer de costela de 200g, queijo prato, bacon fatiado crocante e molho barbecue, no pão brioche. O Rock Rider Bar também tem receita especial, e secreta, do hambúrguer artesanal de carne (como o Speed – blend 180 g, cheddar cremoso e cebola caramelizada, no pão australiano – R$ 24), frango e vegetariano. Também fazem bolinhos artesanais de carne seca, costela e linguiça. O preço da porção varia entre R$ 24 e R$ 28.

O carro chefe do D´Napoli Ristorante não poderia deixar de ser artesanal: as massas. Todas – fettuccine, fettuccine verde, massa das lasanhas, nhoque, ravioli e espaguetti – são feitas no próprio restaurante. Difícil não lembrar dos almoços das famílias italianas, com pratos fartos, servidos em meio a muito falatório e carinho. A dica é o Ravioli de mussarela de búfala e tomate seco, ao pesto de rúcula (R$ 39,90). Para os veganos, Gnocchi di Zucca, como molho sugo ou funghi (R$ 33,90).

No Trilha Café a arte fica por conta da charcutaria no pernil, costela, lombo e barriga suína; além de peito, costela e contra filé bovino e peito de frango. O processo de desossa, preparo da carne, cura, maturação e defumação é realizado na fazenda, de forma artesanal e demorada, como tem que ser. O toque especial é o uso da lenha de café que empresta sabor peculiar. Para experimentar, basta pedir o Brisket – com peito bovino, queijo e picles de pepino no pão brioche ou baguete (R$ 30).

O artesanal está inserido no dia-a-dia, mesmo que em pequenas, mas especiais “doses”. No café da manhã no Parque Vale das Pedras, por exemplo, quem ganha elogios é o queijo frescal, produzido artesanalmente no restaurante, com o leite de vaca direto da fazenda. O queijo é utilizado nos lanches para o café da manhã. Nas mesas do restaurante do Grínberg´s Village Hotel quem faz sucesso é o pudim de leite condensado, “aquele” que faz lembrar da infância. Os hóspedes dos Hoteis fazenda Campo dos Sonhos, Parque dos Sonhos e Colina dos Sonhos podem provar doces de banana, de mamão e até de casca de melancia, servidos no almoço, café da tarde e jantar. Além de pães, bolos, café, leite, licores, iogurtes e queijos produzidos na fazenda. A cachaça, o mel e o café estão à venda para os que quiserem levar pra casa esse gostinho deiferenciado.

As coxinhas com massa de mandioca da Nectaria Good Foods são populares. Desde o preparo da massa e dos recheios, quanto o molde de cada uma são feitos na mão, uma a uma. E, haja criatividade, já que são 14 formatos diferentes que correspondem às opções de recheios disponíveis. Também tem a coxinha de massa de abóbora, com três recheios à escolha. R$ 8 cada coxinha, independente do recheio.        

Rancho Pompeia também serve o café caipira com produtos da propriedade rural e familiar. Foto: Soulpics Photography | Shane Glen
Pontos de venda

Empório Quinhão é daqueles lugares que precisa ir sem pressa, para conseguir olhar tudo. Nas prateleiras, mais de 20 produtos artesanais, da cidade e região. O destaque fica para os queijoe e doces, mais especificamente o de abóbora cristalizada (R$ 15,99 pacote com 500 g). Muito tradicional em Socorro, é de uma família que a mãe fazia e o filho manteve a tradição.

Empório do Cristo também requer tempo para escolher as delícias artesanais – que incluem geleias, doces, cafés, cachaças, rapadura e melado de cana – e os artesanatos – que vão desde peças de decoração, lembrancinhas às utilidades domésticas – para levar para casa ou presentear.

Os associados da ASTUR são sempre orientados e atualizados sobre a importância de seguirem os protocolos de prevenção da Covid-19. Cada estabelecimento adotou medidas apropriadas para o tipo de negócio, mas em todos, por exemplo, o uso de máscara pela equipe e pelo turista é obrigatório e o álcool em gel fica à disposição. Com as mudanças de fases e, portanto, de restrições, antes de sair, vale checar o horário de funcionamento dos estabelecimentos.

Serviço:
  • A Queijaria – Rodovia Pompeu Conti, 3251 – Tel.: (19) 9 9733-4145
  • Alambique Pioneira – Estrada Municipal dos Pereiras – Tel.: (19) 3855-2647
  • Ateliê Terra e Arte – Rua dos Pinheiros, 150 – Bairro dos Rubins – Tel.: (19) 9 9191-4887
  • Ateliê LukaBrasil – Rua José Gonçalves de Andrade, 90 – Tel.: (11) 9 9880-7419
  • D´Napoli Ristoranti – Rua Capitão Joaquim de Souza Pinto, 117 – Centro – Tel.: (19) 9 9191-3785
  • Empório do Cristo – Estrada Municipal Cristo Redentor, s/n – Tel.: (19) 9 9928-1598
  • Empório Quinhão – Rodovia deputado Antônio Silvio Cunha Bueno, 3230 – Tel.: (19) 9 9804-9878
  • Espaço do Artesanato – Rodovia Pompeu Conti, 3210 ,Salto – Tel.: (19) 3895-4097
  • Fazenda 7 Senhoras – Estrada do Serrote, 13960 – Tel.: (19) 9 9713-7577
  • Grínberg´s Village Hotel – Estrada Municipal da Pompéia, 210, Pompéia – Tel.: (19) 3895-9500
  • Hamburqueen – Rodovia Capitão Bardoino, 3230 – Tel.: (19) 9 71079267
  • Hotel fazenda Campo dos Sonhos – Estrada dos Sonhos, Km 06 s/n, Estrada Lavras de Baixo – Tel.: (19) 3895-3161
  • Hotel fazenda Colina dos Sonhos – Estrada do Serrote, km 12 – Tel.: (19) 9 9652-1740
  • Hotel fazenda Parque dos Sonhos – Estrada da Varginha, km 7, s/n Zona Rural – Tel.: (19) 3895-3161
  • Nectaria Good Foods – Rodovia Deputado Antônio Silvio Cunha Bueno, 3230 (Shopping Moda de Fábrica) – Tel.: (19) 9 9730-8628
  • Parque Vale das Pedras – Caminho Turístico do Rio do Peixe, Km 03 – Tel.: (19) 19 9 9764-4250
  • Quinta do Malte – Rodovia Capitão Bardoino, 4320,  Nogueiras – Tel.: (19) 3895-1731
  • Rancho Pompéia – Estrada da Pompéia km 3,5 – Tel.: (19) 9 9711-9595
  • Rock Rider Bar – Rua Capitão Joaquim de Souza Pinto, 153, Centro – Tel.: (19) 9 9161.2427
  • Sabores do Currupira – Sítio Santa Cruz, Currupira – Tel.: (19 ) 9 96873694
  • Temple Burguer – Av. XV de Agosto, 887, Centro – Tel.: (19) 9 9854-7301
  • Trilha Café – Rodovia Capitão Bardoino, 2250 – Tel.: (19) 9 9997-8173
  • Villa Empório – Corredor Turístico do Rio do Peixe, km 01, Almas – Tel.: (19) 9 94389006
Descubra Socorro

Estância Hidromineral de Socorro, a “cidade aventura”, é um dos nove municípios a integrar o Circuito das Águas Paulista. Já é referência nacional em turismo de aventura e turismo acessível e se dedica para se tornar também um destino sustentável e pet friendly. Para isso, diversas ações de conscientização são criadas e envolvem moradores, empresários e turistas. Gastronomia variada, lazer para toda família e a melhor experiência em atividades culturais e passeios cercados pelas belezas naturais da Serra da Mantiqueira. Visitas guiadas ou autoguiadas em mais de 1300km de caminhos rurais disponíveis ao público. Saiba mais em: www.socorro.tur.br 

ASTUR

A Associação de Turismo da Estância de Socorro – SP, que tem como objetivo a promoção de ações para o desenvolvimento sustentável das empresas associadas e o fomento do turismo de Socorro, sempre em consonância com o COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) da cidade. Na “Estância Hidromineral” – status conquistado por cumprir determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual, o que também dá o direito ao município de agregá-lo ao nome -, atualmente, são 60 empresas associadas de diversos setores turísticos como hospedagem, ecoturismo, atividades de aventura, turismo rural, gastronomia e compras.

VGCOM – VANESSA GIANNELLINI COMUNICAÇÃO
Jornalista Responsável: Vanessa Giannellini

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